{"id":40273,"date":"2026-09-16T15:26:20","date_gmt":"2026-09-16T18:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/09\/16\/sedhuc-realiza-1a-exposicao-de-oficinas-manuais-dos-grupos-do-servico-de-convivencia\/"},"modified":"2026-09-16T15:26:20","modified_gmt":"2026-09-16T18:26:20","slug":"sedhuc-realiza-1a-exposicao-de-oficinas-manuais-dos-grupos-do-servico-de-convivencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/09\/16\/sedhuc-realiza-1a-exposicao-de-oficinas-manuais-dos-grupos-do-servico-de-convivencia\/","title":{"rendered":"Sedhuc realiza 1\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o de Oficinas Manuais dos grupos do Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p>A Prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), realizou a 1\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o das Oficinas Manuais dos grupos do Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos (SCFV). A iniciativa reuniu trabalhos confeccionados por usu\u00e1rios de diferentes faixas et\u00e1rias atendidos nos 14 Centros de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social (Cras) do Munic\u00edpio, transformando o resultado das atividades realizadas ao longo do ano em uma oportunidade de valoriza\u00e7\u00e3o dos talentos e das hist\u00f3rias de quem participa dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o foi organizada pela coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do SCFV, em parceria com as coordenadoras dos Cras, e apresentou pe\u00e7as produzidas durante as oficinas de artesanato e outras atividades manuais. Al\u00e9m de estimular a criatividade, as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas nos grupos contribuem para a conviv\u00eancia comunit\u00e1ria, o fortalecimento de v\u00ednculos, o desenvolvimento de habilidades e, em alguns casos, para a gera\u00e7\u00e3o de uma renda complementar para as fam\u00edlias.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>Asecret\u00e1ria de Desenvolvimento Humano e Cidadania, K\u00e9ssia Liliana Bezerra, destacou que a exposi\u00e7\u00e3o representa uma forma de reconhecer e incentivar os talentos que muitas vezes permanecem dentro dos pr\u00f3prios grupos de conviv\u00eancia. \u201cQue a gente possa promover quem est\u00e1 ao nosso redor e ser instrumento de crescimento e de engrandecimento para cada um. Um sorriso, um abra\u00e7o, s\u00e3o muito significativos. Temos muitos talentos e precisamos mostrar para o mundo, de uma forma mais organizada, o que temos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria ressaltou que o trabalho desenvolvido pelo Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia tem como um de seus principais objetivos a constru\u00e7\u00e3o e o fortalecimento dos v\u00ednculos entre os participantes. \u201cEsses v\u00ednculos precisam ser cada vez mais trabalhados com crian\u00e7as, adolescentes, adultos e idosos. \u00c9 para isso que a assist\u00eancia existe\u201d, acrescentou K\u00e9ssia.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>\u00c0 frente da organiza\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, a coordenadora t\u00e9cnica do Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos dos 14 Cras, Edileuza Maria do Rego, explicou que a iniciativa surgiu da vontade de dar visibilidade ao trabalho que j\u00e1 \u00e9 desenvolvido cotidianamente nos servi\u00e7os. \u201cN\u00f3s pensamos: por que n\u00e3o ocupar esse espa\u00e7o e expor esse trabalho? Foi a\u00ed que decidimos fazer esse momento. Trouxemos essas mulheres para o lugar de protagonismo, expondo seus trabalhos nos corredores da Prefeitura, e est\u00e1 sendo um sucesso. Esse foi o primeiro pontap\u00e9 de muitos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>O SCFV funciona de segunda-feira a sexta-feira e atende crian\u00e7as, adolescentes e idosos. As atividades v\u00e3o al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o artesanal e incluem m\u00fasica, dan\u00e7a, palestras, rodas de conversa e outras a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 conviv\u00eancia e ao fortalecimento dos v\u00ednculos sociais e familiares.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p><strong>Autonomia financeira \u2013 <\/strong>Entre as expositoras estava Maria Augusta de Souza Silva, de 61 anos, moradora de Gramame e participante do servi\u00e7o de conviv\u00eancia. H\u00e1 oito anos no bairro, ela conta que encontrou no Cras um espa\u00e7o de acolhimento, aprendizado e intera\u00e7\u00e3o com a comunidade.<\/p>\n<p>Maria Augusta produz principalmente pesos de porta, flores e outras pe\u00e7as utilizando materiais como papel\u00e3o, retalhos e tintas. Para ela, as oficinas tamb\u00e9m podem representar uma possibilidade de complementar a renda. \u201cEu vou criando na medida em que tenho o material. Fa\u00e7o peso de porta, flores e outras coisas. O que tenho na minha m\u00e3o eu tento desenvolver\u201d, contou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do artesanato, Maria Augusta participa de outras atividades promovidas pelo servi\u00e7o, como oficinas tem\u00e1ticas realizadas em per\u00edodos como P\u00e1scoa e S\u00e3o Jo\u00e3o. Segundo ela, a experi\u00eancia tamb\u00e9m contribuiu para ampliar sua conviv\u00eancia e seu sentimento de pertencimento \u00e0 comunidade. \u201cO Cras \u00e9 muito acolhedor. Faz tudo o que \u00e9 poss\u00edvel para ver a gente melhor e desenvolver aquilo que temos condi\u00e7\u00f5es de fazer\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Conhecimento compartilhado entre gera\u00e7\u00f5es \u2013 <\/strong>No Cras Gramame, o artesanato tamb\u00e9m \u00e9 utilizado como ferramenta de conviv\u00eancia e incentivo \u00e0 autonomia. A educadora P\u00e2mela Santos explicou que, diante das caracter\u00edsticas da regi\u00e3o e das dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, a equipe busca utilizar materiais recicl\u00e1veis e doa\u00e7\u00f5es de retalhos para tornar as oficinas acess\u00edveis aos participantes.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o do artesanato foi uma das coisas que elas mais pediram, principalmente pela possibilidade de ter uma independ\u00eancia financeira. Como o acesso ao emprego \u00e9 muito complicado e muitas j\u00e1 est\u00e3o h\u00e1 bastante tempo fora do mercado de trabalho, a gente consegue desenvolver esse trabalho com elas\u201d, explicou P\u00e2mela Santos.<\/p>\n<p>De acordo com a educadora, as oficinas tamb\u00e9m trabalham aspectos que v\u00e3o al\u00e9m da possibilidade de comercializa\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as. A atividade manual estimula a coordena\u00e7\u00e3o motora, a mem\u00f3ria e a criatividade, ao mesmo tempo em que fortalece a conviv\u00eancia entre os participantes.<\/p>\n<p>O conhecimento produzido nos grupos tamb\u00e9m ultrapassa os limites do Cras. Algumas participantes levam o que aprendem para casa e compartilham as t\u00e9cnicas com filhas e netos, criando uma troca de saberes entre diferentes gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00e3o para continuar criando \u2013 <\/strong>Outro destaque da exposi\u00e7\u00e3o foi Alcinda Eulina da Silva, de 81 anos, participante do grupo do Cras Grot\u00e3o h\u00e1 mais de tr\u00eas anos. A artes\u00e3 apresentou diferentes trabalhos, entre eles pe\u00e7as de vagonite, croch\u00ea, pintura e cortinas artesanais.<\/p>\n<p>Alcinda conta que j\u00e1 dominava muitas das t\u00e9cnicas antes de ingressar no servi\u00e7o, mas encontrou nas atividades um espa\u00e7o para compartilhar seus conhecimentos e tamb\u00e9m aprender com outras participantes. \u201cEu j\u00e1 sabia de muitas coisas. Mas a gente aproveita para compartilhar e trocar experi\u00eancias\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Para Alcinda, manter-se ativa por meio das atividades manuais faz parte de sua rotina. Mesmo diante das dificuldades, a artes\u00e3 afirma que n\u00e3o deixou de produzir. \u201cEu n\u00e3o fico parada. Agora mesmo estou fazendo uma cortina de artesanato com canudo e emborrachado\u201d, ressaltou. Al\u00e9m das oficinas manuais, Alcinda participa de atividades f\u00edsicas, palestras e momentos de conversa promovidos pelo servi\u00e7o de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da primeira exposi\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel do SCFV como espa\u00e7o de encontro, participa\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o das potencialidades dos usu\u00e1rios. Ao levar para um espa\u00e7o p\u00fablico aquilo que \u00e9 produzido nos grupos, a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania amplia a visibilidade dessas experi\u00eancias e mostra que cada pe\u00e7a carrega n\u00e3o apenas criatividade e habilidade, mas tamb\u00e9m hist\u00f3rias, aprendizados e v\u00ednculos constru\u00eddos ao longo da conviv\u00eancia.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), realizou a 1\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o das Oficinas Manuais dos grupos do Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos (SCFV). 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