{"id":40043,"date":"2026-09-05T18:27:23","date_gmt":"2026-09-05T21:27:23","guid":{"rendered":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/09\/05\/prefeitura-de-joao-pessoa-transforma-barro-em-aprendizado-na-eja-da-penha\/"},"modified":"2026-09-05T18:27:23","modified_gmt":"2026-09-05T21:27:23","slug":"prefeitura-de-joao-pessoa-transforma-barro-em-aprendizado-na-eja-da-penha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/09\/05\/prefeitura-de-joao-pessoa-transforma-barro-em-aprendizado-na-eja-da-penha\/","title":{"rendered":"Prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa transforma barro em aprendizado na EJA da Penha"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p>A Prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa, por meio da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (Sedec), desenvolve na Escola Municipal Ant\u00f4nio Santos Coelho Neto, no bairro da Penha, uma experi\u00eancia que aproxima educa\u00e7\u00e3o, cultura, territ\u00f3rio e ancestralidade. Estudantes dos Ciclos II, III e IV da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) participam do projeto \u201cA Experi\u00eancia da EJA com a Cer\u00e2mica: o Barro Carregado pelas \u00c1guas\u201d, que utiliza a argila como instrumento de aprendizagem, express\u00e3o art\u00edstica e valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes tradicionais da comunidade.<\/p>\n<p>A iniciativa integra o projeto interdisciplinar \u201cAncestralidade, Ecologia e o Mar\u201d e faz parte do Plano Pedag\u00f3gico Semestral da EJA da unidade de ensino. A proposta re\u00fane diferentes \u00e1reas do conhecimento, como Matem\u00e1tica, Hist\u00f3ria, Arte, Geografia, Ci\u00eancias e L\u00edngua Portuguesa, promovendo uma abordagem que relaciona os conte\u00fados escolares \u00e0s experi\u00eancias, \u00e0 cultura e ao territ\u00f3rio dos estudantes.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>A a\u00e7\u00e3o conta com o acompanhamento da Coordena\u00e7\u00e3o da EJA, que atua na articula\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do projeto e na integra\u00e7\u00e3o entre as diferentes \u00e1reas do conhecimento, contribuindo para que a experi\u00eancia esteja alinhada ao planejamento da modalidade e \u00e0s caracter\u00edsticas socioculturais da comunidade escolar.<\/p>\n<p>A coordenadora da EJA, \u00c2ngela Varela, destacou a import\u00e2ncia do projeto e o trabalho desenvolvido para viabilizar a iniciativa na escola. \u201cTrazer esse projeto para a escola foi muito gratificante. Desde o in\u00edcio, buscamos construir uma proposta que envolvesse tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o dos professores, da qual eu participei, para que pud\u00e9ssemos vivenciar essa experi\u00eancia e lev\u00e1-la aos nossos estudantes\u201d, destacou.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>\u201cA partir dessa articula\u00e7\u00e3o, tivemos a oportunidade de contar com os artistas e professores Ilson Moraes e Jeorge Paiva, que acolheram a proposta e se disponibilizaram a desenvolver a oficina de cer\u00e2mica conosco. Considerando que a Comunidade da Penha \u00e9 reconhecida como quilombola, o projeto ganha ainda mais significado ao valorizar a ancestralidade, a identidade, a cultura e os saberes do territ\u00f3rio. Espero que essa iniciativa tenha continuidade e gere muitos frutos, porque acredito que a EJA tamb\u00e9m se fortalece quando a escola promove experi\u00eancias que aproximam educa\u00e7\u00e3o, cultura e comunidade\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O professor Ilson Moraes, autor e idealizador do projeto, participa diretamente da execu\u00e7\u00e3o do projeto na escola no processo de ensino e do manuseio da argila, passando pelos processos de aprendizagem e \u00e0s viv\u00eancias dos estudantes. Tamb\u00e9m integra a iniciativa o professor Jeorge Paiva, como idealizador e professor, atuando nas \u00e1reas de Hist\u00f3ria e Ensino Religioso, contribuindo para a reflex\u00e3o sobre ancestralidade, mem\u00f3ria, identidade e os saberes constru\u00eddos pela comunidade ao longo das gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o dos professores ganha especial relev\u00e2ncia diante da identidade hist\u00f3rica e cultural da Penha, reconhecida como comunidade quilombola, o que amplia a import\u00e2ncia de trabalhar, no espa\u00e7o escolar, as mem\u00f3rias, tradi\u00e7\u00f5es, territorialidades e formas de resist\u00eancia que constituem a hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o local. Nesse contexto, o projeto busca valorizar os conhecimentos da pr\u00f3pria comunidade, estabelecendo uma rela\u00e7\u00e3o entre o curr\u00edculo escolar e os saberes que fazem parte da vida dos estudantes\u201d, explicou o professor Ilson Moraes.<\/p>\n<p>Para o professor, o trabalho com a cer\u00e2mica possibilita aproximar os conte\u00fados escolares das experi\u00eancias e mem\u00f3rias dos alunos, reconhecendo os conhecimentos que cada um traz de sua trajet\u00f3ria. \u201cEm uma comunidade quilombola, essa conex\u00e3o ganha ainda mais significado, pois relaciona a aprendizagem \u00e0 cultura, ao territ\u00f3rio e aos saberes tradicionais da Penha\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Atualmente, os estudantes est\u00e3o na etapa de familiariza\u00e7\u00e3o com a argila e os instrumentos de modelagem, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o das primeiras pe\u00e7as. Nas atividades, experimentam t\u00e9cnicas como modelagem manual, acordelado e constru\u00e7\u00e3o de placas, desenvolvendo criatividade, percep\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o motora e diferentes formas de express\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o cronograma, a oficina de cer\u00e2mica segue at\u00e9 o m\u00eas de dezembro. Como parte do cronograma, est\u00e1 prevista uma exposi\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as produzidas pelos alunos, possibilitando compartilhar com a comunidade escolar os resultados do trabalho desenvolvido.<\/p>\n<p>\u201cNosso trabalho se prep\u00f5e a fortalecer os v\u00ednculos entre escola, estudantes e comunidade. Mais do que aprender t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica, a experi\u00eancia possibilita aos estudantes da EJA reconhecer e valorizar os saberes que atravessam gera\u00e7\u00f5es. Nesse processo, o barro se transforma em linguagem de mem\u00f3ria, identidade, cultura e pertencimento, reafirmando a escola como espa\u00e7o de aprendizagem e valoriza\u00e7\u00e3o da ancestralidade\u201d, refor\u00e7ou o professor Jeorge Paiva.<\/p>\n<p>A professora de Arte da Escola Ant\u00f4nio Santos Coelho Neto, na Penha, Tatiana Domingos, participou do processo de qualifica\u00e7\u00e3o dos professores. \u201cEu sou professora de Arte, mas minha especialidade \u00e9 dan\u00e7a e participar dessas oficinas de cer\u00e2mica tem sido incr\u00edvel porque estou aprendendo outras t\u00e9cnicas e me qualificando ainda mais. E agora estamos nessa etapa de passar o conhecimento adquirido para os alunos e est\u00e1 sendo muito bom. Os alunos est\u00e3o se desenvolvendo, criando suas pe\u00e7as de v\u00e1rias formas, usando e abusando da criatividade. Que venham outros projetos como este para nossa escola\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A estudante Virg\u00ednia Rodrigues revelou que ama todo o processo de cria\u00e7\u00e3o, como de ver a pe\u00e7a pronta. \u201cEu gostei muito desse projeto e aprendi muito com os professores. \u00c9 muito gratificante aprender coisas, que eu n\u00e3o sabia antes e nem imaginava que pudesse fazer. Estou muito alegre e feliz com esse projeto. Espero que continue acontecendo sempre na escola\u201d, destacou. \u201cFoi gratificante, j\u00e1 fiz v\u00e1rias pe\u00e7as, entre elas uma bolsa e uma tartaruga\u201d, celebrou a estudante.<\/p>\n<p>O estudante Marlon dos Santos Morais reproduziu sua pr\u00f3pria m\u00e3o. \u201cTem sido muito gratificante participar das oficinas de cer\u00e2mica. Agrade\u00e7o a escola e aos professores por proporcionarem essas aulas e estou muito feliz tamb\u00e9m por produzir minha pe\u00e7a de cer\u00e2mica que \u00e9 a minha pr\u00f3pria m\u00e3o, minha marca registrada. Seria bom que esse projeto continuasse e que outras escolas pudessem ter aulas de cer\u00e2mica, para que muito mais pessoas tivessem essa emo\u00e7\u00e3o que eu estou sentindo que \u00e9 poder fazer sua pr\u00f3pria arte\u201d, pontuou o aluno.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa, por meio da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (Sedec), desenvolve na Escola Municipal Ant\u00f4nio Santos Coelho Neto, no bairro da Penha, uma experi\u00eancia que aproxima educa\u00e7\u00e3o, cultura, territ\u00f3rio e ancestralidade. 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