{"id":37886,"date":"2026-06-13T06:28:50","date_gmt":"2026-06-13T09:28:50","guid":{"rendered":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/06\/13\/exposicao-de-artista-nigeriana-promove-dialogo-entre-a-cultura-do-zine-contemporaneo-e-a-literatura-de-cordel\/"},"modified":"2026-06-13T06:28:50","modified_gmt":"2026-06-13T09:28:50","slug":"exposicao-de-artista-nigeriana-promove-dialogo-entre-a-cultura-do-zine-contemporaneo-e-a-literatura-de-cordel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/06\/13\/exposicao-de-artista-nigeriana-promove-dialogo-entre-a-cultura-do-zine-contemporaneo-e-a-literatura-de-cordel\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o de artista nigeriana promove di\u00e1logo entre a cultura do zine contempor\u00e2neo e a literatura de cordel"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Cabo Branco \u2013 Ci\u00eancia, Cultura e Artes, situada no bairro do Altiplano, ser\u00e1 palco, a partir deste s\u00e1bado (13), da Exposi\u00e7\u00e3o \u2018Dobrar o Mundo: zines e autopublica\u00e7\u00e3o\u2019, da nigeriana Tosin Jerugba. Com este trabalho, a artista promove um di\u00e1logo entre a cultura do zine contempor\u00e2neo e a gr\u00e1fica da literatura de cordel.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>Sob a curadoria de Daniel da Hora, a amostra \u00e9 centrada na pesquisa e na pr\u00e1tica art\u00edstica, editorial e pedag\u00f3gica de Tosin Jerugba, transformando o espa\u00e7o expositivo em um verdadeiro laborat\u00f3rio de experimenta\u00e7\u00e3o visual e comunit\u00e1ria. A proposta conceitual do projeto encara o zine n\u00e3o apenas como um objeto gr\u00e1fico descompromissado, mas como uma verdadeira ferramenta de autonomia e presen\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u201cO zine ocupa espa\u00e7os porque desloca o centro da autoriza\u00e7\u00e3o. Ele permite que sujeitos historicamente afastados dos grandes circuitos de publica\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o possam narrar a si mesmos\u201d, explica o curador Daniel da Hora, lembrando que a mostra sugere que o Nordeste possui matrizes hist\u00f3ricas pr\u00f3prias e sofisticadas para abra\u00e7ar e reinventar a cultura da autopublica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Diferencial <\/strong>\u2013 Um dos grandes diferenciais da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a costura hist\u00f3rica e conceitual feita entre o universo contempor\u00e2neo dos zines e a ancestralidade da literatura de cordel. Longe de propor uma equival\u00eancia simplista, a curadoria busca evidenciar uma afinidade \u201cestrutural\u201d de independ\u00eancia partilhada pelas duas linguagens.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>Para Daniel da Hora, o cordel \u00e9 uma das maiores tecnologias populares de circula\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria do Brasil. \u201cAntes de falarmos em publica\u00e7\u00e3o independente nos termos contempor\u00e2neos, o cordel j\u00e1 praticava uma esp\u00e9cie de intelig\u00eancia gr\u00e1fica da autonomia\u201d, pontua. Mais do que uma exposi\u00e7\u00e3o contemplativa para ser observada em paredes, Dobrar o Mundo foi pensada para ser experimentada e tocada.<\/p>\n<p><strong>Projeto \u2013<\/strong> O projeto traz um forte compromisso com a justi\u00e7a social e a bibliodiversidade, atuando ativamente para democratizar o acesso e fornecer ferramentas concretas para que comunidades negras, ind\u00edgenas, quilombolas, perif\u00e9ricas e estudantes possam editar suas pr\u00f3prias realidades.<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o pr\u00e1tico da mostra se materializa em uma oficina de zines realizada em parceria com o Laborat\u00f3rio de Artes Gr\u00e1ficas Oswald Goeldi (LAG), vinculado ao Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB). A atividade introduzir\u00e1 o p\u00fablico a t\u00e9cnicas acess\u00edveis de dobragem, minizines, colagem e reprodu\u00e7\u00e3o, unindo o esp\u00edrito da autopublica\u00e7\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o das artes gr\u00e1ficas.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>A artista nigeriana escolheu a Esta\u00e7\u00e3o Cabo Branco como sede, refor\u00e7ando o car\u00e1ter p\u00fablico de media\u00e7\u00e3o entre a universidade e a cidade. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o come\u00e7a com o papel, mas aponta para algo maior: a possibilidade de que mais pessoas possam produzir mem\u00f3ria, imagem e pensamento em seus pr\u00f3prios termos. Quando o mundo n\u00e3o oferece espa\u00e7o suficiente, a gente dobra o papel \u2014 e inventa outro\u201d, conclui o curador.<\/p>\n<p>O projeto se estabelece como uma exposi\u00e7\u00e3o-semente. O objetivo dos realizadores a m\u00e9dio e longo prazo \u00e9 semear uma cultura cont\u00ednua de zines na Para\u00edba, que culmine futuramente na articula\u00e7\u00e3o de feiras, arquivos e na cria\u00e7\u00e3o de um grande festival nordestino e publica\u00e7\u00f5es independentes, fomentando uma ecologia gr\u00e1fica genuinamente democr\u00e1tica, acess\u00edvel e sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>S<\/strong><strong>ervi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>\u25cfExposi\u00e7\u00e3o: Dobrar o Mundo: zines e autopublica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u25cf Artista eixo: Tosin Jerugba<\/p>\n<p>\u25cf Curadoria: Daniel da Hora<\/p>\n<p>\u25cf Local: Esta\u00e7\u00e3o Cabo Branco -1\u00b0 andar da Torre Mirante<\/p>\n<p>\u25cf A\u00e7\u00f5es integradas: Oficinas pr\u00e1ticas em parceria com o LAG\/ UFPB<\/p>\n<p>\u25cf Entrada: Gratuita e aberta ao p\u00fablico geral<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Esta\u00e7\u00e3o Cabo Branco \u2013 Ci\u00eancia, Cultura e Artes, situada no bairro do Altiplano, ser\u00e1 palco, a partir deste s\u00e1bado (13), da Exposi\u00e7\u00e3o \u2018Dobrar o Mundo: zines e autopublica\u00e7\u00e3o\u2019, da nigeriana Tosin Jerugba. 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