{"id":36391,"date":"2026-04-21T05:07:53","date_gmt":"2026-04-21T08:07:53","guid":{"rendered":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/04\/21\/complexo-de-mangabeira-faz-1o-transplante-de-fibula-vascularizada-para-tratar-sequela-de-trauma\/"},"modified":"2026-04-21T05:07:53","modified_gmt":"2026-04-21T08:07:53","slug":"complexo-de-mangabeira-faz-1o-transplante-de-fibula-vascularizada-para-tratar-sequela-de-trauma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2026\/04\/21\/complexo-de-mangabeira-faz-1o-transplante-de-fibula-vascularizada-para-tratar-sequela-de-trauma\/","title":{"rendered":"Complexo de Mangabeira faz 1\u00ba transplante de f\u00edbula vascularizada para tratar sequela de trauma"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O Complexo Hospitalar de Mangabeira (CHM) realizou, de forma in\u00e9dita na Para\u00edba, uma cirurgia de transplante de f\u00edbula vascularizada para tratar uma grave sequela de trauma em membro superior. O procedimento de Alta Complexidade foi realizado por uma equipe composta por 10 profissionais liderados pelos m\u00e9dicos cirurgi\u00f5es Ant\u00f4nio Lacerda e Bruno Montenegro e, representa um avan\u00e7o significativo na assist\u00eancia oferecida pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<p>O paciente, Jos\u00e9 Gabriel Oliveira, de 27 anos, sofreu um acidente de moto em outubro de 2025, que resultou em fratura exposta no antebra\u00e7o direito. Ap\u00f3s complica\u00e7\u00f5es infecciosas, houve perda de um segmento \u00f3sseo importante na \u00e1rea do antebra\u00e7o, comprometendo severamente a fun\u00e7\u00e3o do membro e colocando como possibilidade a amputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alguns procedimentos cir\u00fargicos, a alternativa encontrada pela equipe m\u00e9dica foi a realiza\u00e7\u00e3o do transplante de f\u00edbula vascularizada, t\u00e9cnica que consiste na retirada de um segmento \u00f3sseo da perna, com seus vasos sangu\u00edneos, para ser reimplantado em outras \u00e1reas, como no antebra\u00e7o. Os vasos s\u00e3o conectados \u00e0 circula\u00e7\u00e3o local, permitindo que o enxerto permane\u00e7a vivo, com maior chance de consolida\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o funcional.<\/p>\n<p>\u201cApesar de ser a primeira vez sendo realizada no Estado, n\u00e3o \u00e9 uma t\u00e9cnica incomum, pois se apresenta como a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel diante da complexidade da les\u00e3o de alguns pacientes evitando que se perca a fun\u00e7\u00e3o motora daquele membro, al\u00e9m da amputa\u00e7\u00e3o. \u00a0A vasculariza\u00e7\u00e3o do enxerto aumenta significativamente as chances de sucesso, com \u00edndices de consolida\u00e7\u00e3o superiores a 90%\u201d, explica o cirurgi\u00e3o Dr. Ant\u00f4nio Lacerda.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>O m\u00e9dico ortopedista, Dr. Bruno Montenegro, explica que a cirurgia \u00e9 realizada em etapas. Inicialmente, \u00e9 feita a retirada do enxerto da perna, seguida da prepara\u00e7\u00e3o do antebra\u00e7o para receber o novo segmento \u00f3sseo. O procedimento completo pode durar entre seis e at\u00e9 doze horas, dependendo das condi\u00e7\u00f5es do paciente e da complexidade do caso.<\/p>\n<p>No p\u00f3s-operat\u00f3rio, o paciente permanece internado sob observa\u00e7\u00e3o rigorosa, com uso de antibi\u00f3ticos e acompanhamento da viabilidade do enxerto, que pode ser monitorada, inclusive, por meio de um segmento de pele transferido junto ao osso. A alta hospitalar ocorrer\u00e1 ap\u00f3s estabiliza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e in\u00edcio da reabilita\u00e7\u00e3o com fisioterapia.<\/p>\n<p>Segundo a equipe m\u00e9dica, a expectativa \u00e9 que Jos\u00e9 Gabriel recupere entre 80% e 90% da fun\u00e7\u00e3o do antebra\u00e7o, o que permitir\u00e1 retomar movimentos essenciais como flex\u00e3o, extens\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de preservar a funcionalidade da m\u00e3o dominante.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<p>\u201c\u00c9 uma grande satisfa\u00e7\u00e3o poder oferecer esse tipo de procedimento. Tivemos forma\u00e7\u00e3o para isso e contar com a estrutura do hospital para realizar uma cirurgia dessa magnitude \u00e9 motivo de orgulho. Nosso principal objetivo \u00e9 devolver qualidade de vida ao paciente e, estamos otimistas com a possibilidade de realizar esse procedimento em outros pacientes posteriormente\u201d, destacou o Dr. Bruno Montenegro.<\/p>\n<p>A esposa de Jos\u00e9, Rafaela dos Santos, acompanhou todo o processo e celebrou a possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cEssa j\u00e1 \u00e9 a s\u00e9tima cirurgia dele. A gente estava muito apreensivo, mas tamb\u00e9m aliviados, porque era a \u00fanica alternativa para evitar a amputa\u00e7\u00e3o. Estamos confiantes e com f\u00e9 de que tudo dar\u00e1 certo\u201d, relatou.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Complexo Hospitalar de Mangabeira (CHM) realizou, de forma in\u00e9dita na Para\u00edba, uma cirurgia de transplante de f\u00edbula vascularizada para tratar uma grave sequela de trauma em membro superior. 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