{"id":28207,"date":"2025-07-12T05:57:15","date_gmt":"2025-07-12T08:57:15","guid":{"rendered":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2025\/07\/12\/educacao-para-todos-historias-que-inspiram-na-eja-de-sao-jose\/"},"modified":"2025-07-12T05:57:15","modified_gmt":"2025-07-12T08:57:15","slug":"educacao-para-todos-historias-que-inspiram-na-eja-de-sao-jose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/superinteressantes.com.br\/index.php\/2025\/07\/12\/educacao-para-todos-historias-que-inspiram-na-eja-de-sao-jose\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o para todos: hist\u00f3rias que inspiram na EJA de S\u00e3o Jos\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p><b>Fernanda Niquirilo<\/b><br \/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                <span style=\"font-weight: bold;\">Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania<\/span><\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, a sala de aula da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) vai al\u00e9m do conte\u00fado did\u00e1tico: \u00e9 um espa\u00e7o de sonhos, recome\u00e7os e transforma\u00e7\u00e3o de vidas. No mesmo ambiente, aprendem lado a lado pessoas como Geraldina de Moura Santos, aposentada de 61 anos, e Gabriel Leite, de 15 anos. Duas gera\u00e7\u00f5es diferentes, mas com o mesmo prop\u00f3sito: seguir em frente por meio da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu me sinto viva estudando. Tenho orgulho de mim, por ter voltado, por mais que sempre tenha algu\u00e9m fale que n\u00e3o tenho idade, que j\u00e1 sou velha, que gente velha n\u00e3o presta para mais nada, mas isso n\u00e3o existe, n\u00e3o tem idade pra estudar. A gente nunca \u00e9 velho demais pra aprender\u201d, diz Geraldina, emocionada, ao relatar sua trajet\u00f3ria de retorno aos estudos depois de d\u00e9cadas afastada da escola.<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 pensei em desistir, achei que n\u00e3o ia conseguir, mas o meu cora\u00e7\u00e3o quer concluir e chegar at\u00e9 o fim. Depois que eu vim pra EJA eu fiquei mais animada, s\u00f3 tenho a agradecer por todos que est\u00e3o aqui\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Assim como ela, mais de 700 alunos est\u00e3o matriculados atualmente na EJA municipal, que atende jovens a partir dos 15 anos, adultos e idosos, oferecendo a oportunidade de concluir o Ensino Fundamental de forma gratuita e acess\u00edvel. Com aulas no per\u00edodo da manh\u00e3, tarde e noite, nos modelos presencial, semipresencial e flex\u00edvel, o programa \u00e9 adaptado \u00e0 realidade de quem precisa conciliar trabalho, casa, filhos, responsabilidades e os estudos.<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\"><strong>Superando barreiras desde cedo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Gabriel representa o outro extremo da faixa et\u00e1ria da EJA. Aos 15 anos, encontrou na modalidade uma nova chance de se reconectar com o aprendizado. \u201cAqui me sinto acolhido, me respeitam. Voltei a ter vontade de estudar, crescer e sonhar com um futuro melhor, estar aqui vai me ajudar a ter um bom emprego\u201d, afirma.<\/p>\n<\/p>\n<p><sup><em>Gabriel Leite, de 15 anos, voltou a estudar pela EJA e hoje sonha com um futuro melhor por meio da educa\u00e7\u00e3o | Foto: PMSJC<\/em><\/sup><\/p>\n<p>Hist\u00f3rias como as de Gabriel e Geraldina s\u00e3o o retrato de como o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o pode resgatar a autoestima, abrir portas e promover cidadania. Seja por conta do trabalho precoce, quest\u00f5es pessoais ou falta de acesso no passado, cada aluno da EJA tem um motivo \u00fanico para estar ali, mas todos compartilham da mesma coragem.<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\"><strong>Quem ensina tamb\u00e9m aprende<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Essa jornada de transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m toca profundamente quem est\u00e1 do outro lado da lousa. Renata Faili, professora de L\u00edngua Inglesa h\u00e1 3 anos na EJA, se emociona ao falar da troca com os alunos.<\/p>\n<p>\u201cA gente percebe neles uma vontade genu\u00edna de aprender, uma gratid\u00e3o imensa. Cada aula vira um encontro humano, \u00e9 algo que me transforma como educadora e como pessoa. Estar aqui \u00e9 um aprendizado constante, eu penso que temos desafios assim como as diferen\u00e7as que percebemos entre eles, alguns alunos est\u00e3o h\u00e1 muito tempo fora do ambiente escolar e temos que faz\u00ea-los se sentirem acolhidos na sala de aula e mostrar que eles s\u00e3o capazes\u201d, relata.<\/p>\n<\/p>\n<p><sub><em>Professora Renata Faili, que h\u00e1 tr\u00eas anos ensina L\u00edngua Inglesa na EJA, usa jogos e materiais interativos para tornar o aprendizado mais leve e divertido | Foto: PMSJC<\/em><\/sub><\/p>\n<p>J\u00e1 Lourdes Fernandes, professora de Geografia na EJA h\u00e1 4 anos, destaca os desafios e recompensas do trabalho. \u201cTemos alunos que saem do trabalho direto para a escola, outros que criam filhos sozinhos. Mesmo cansados, eles est\u00e3o l\u00e1. E isso nos inspira a dar o nosso melhor todos os dias. Aqui temos muitas hist\u00f3rias marcantes, mas acredito que a grande emo\u00e7\u00e3o seja quanto o aluno entende e aprende o que precisa, porque muitos alunos chegam com vergonha ou traumatizados da inf\u00e2ncia, o que dificulta bastante o processo de aprendizagem, ent\u00e3o acredito que o que marca \u00e9 isso, n\u00f3s ficamos muito felizes\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ensinar conte\u00fados, os professores se tornam aliados na constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e no fortalecimento do senso de pertencimento dos alunos.<\/p>\n<p>A rede de ensino municipal de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos oferece a EJA em 18 escolas, com mais de 600 vagas dispon\u00edveis. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas durante todo o ano, tanto diretamente nas escolas quanto pelo telefone 156 ou no CEJA (Centro de Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos), localizado no CEFE, na regi\u00e3o norte da cidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso lembrar a s\u00e9rie em que parou, nem apresentar um hist\u00f3rico escolar detalhado. Basta a vontade de recome\u00e7ar!<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\"><strong>Mais do que aprender, \u00e9 sobre acreditar<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos \u00e9 mais do que uma modalidade de ensino. \u00c9 uma pol\u00edtica p\u00fablica que promove dignidade, abre portas e transforma realidades. Ao dar novas chances, ela mostra que nunca \u00e9 tarde demais para aprender \u2014 e que conhecimento, quando acess\u00edvel, \u00e9 capaz de mudar o rumo de uma vida.<\/p>\n<p>\u201cQuando entrei na EJA, voltei a acreditar em mim. Voltei a sorrir. A EJA me deu for\u00e7as pra continuar\u201d, conclui Geraldina, com brilho nos olhos e caderno na m\u00e3o.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, cada hist\u00f3ria na EJA \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o e todas juntas constroem uma cidade mais inclusiva, justa e humana.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                        <strong>MAIS NOT\u00cdCIAS<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\n                        Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania&#13;\n                    <\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda Niquirilo&#13; &#13; Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, a sala de aula da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) vai al\u00e9m do conte\u00fado did\u00e1tico: \u00e9 um espa\u00e7o de sonhos, recome\u00e7os e transforma\u00e7\u00e3o de vidas. 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