Crueldades e abusos: saiba o que acontece dentro de uma clínica de ‘cura gay’

Homossexualidade já foi oficialmente considerada um distúrbio mental nos anos 1990 pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Por mais absurdo que possa parecer até final do último século, a homossexualidade constava na lista de patologias mentais da organização. Por conta disto, existiam clínicas de cura gay espalhadas em países onde a legislação é mais amena e a população é mais pobre, sendo a maioria, clandestina. Foi o que constatou a fotógrafa do Equador, Paola Paredes, que é homossexual assumida e chegou a vivenciar a rotina em uma clínica clandestina que tem como objetivo curar gays. Ela se internou de forma proposital, para registrar os momentos de dor dos pacientes e o que revelou é surpreendente.

Em seu país, Equador, existe uma estimativa que existam cerca de 200 destas clínicas clandestinas espalhadas pelo país. Veja o que acontece no interior delas.

Fotógrafa Paola Paredes retrata abusos da cura gay

Numa obra muito complexa e completa sobre o tema, chamada  Until you change (Até você mudar, em tradução livre) a artista Paola Paredes retratou os momentos de dor em uma clínica clandestina. Ela entrevistou mulheres nesta situação e reconstruiu a dinâmica da rotina de um desses centros em um ensaio fotográfico, com cenas que foram relatadas por quem deu seu depoimento. Seria óbvio que as vítimas não quisessem exposição, então ela mesma foi a atriz principal do ensaio.

Ao final da obra, ela disponibilizou os registros associando-o a um projeto de financiamento coletivo para captar recursos para a causa LGBTQ em seu país. A entrevista que a artista deu ao site HuffPost, ela ainda revelou que em nenhum dos casos que ela conheceu, houve internação espontânea. Todos os casos foram de internação sob pressão da família. Já trancafiadas nas masmorras de cura gay, as vítimas passavam por uma sessão de abusos brutais e diversas humilhações.

Abusos e torturas nas clínicas que prometem a cura gay

A dinâmica em uma clínica de cura gay é composta de aspectos rígidos no que tange a disciplina. Não é permitido que pacientes do mesmo sexo troquem mensagens, que conversem ou que tenham algum tipo de contato. Se durante o tratamento houve descumprimento das rígidas regras de convivência, o paciente pode sofrer violência física, ou seja, apanhar.  Também é utilizada a sedação e amarração de pacientes indisciplinados.Todos os pacientes precisam trabalhar exaustivamente e se alguém não anda na linha, pode ter sua cabeça enviada à força dentro de um vaso sanitário.

As surras com cabos de TV e outros objetos são constantes. Outro ponto fundamental da rotina é o ensino religioso. A leitura de bíblia é necessariamente feita por horas.

Estupro corretivo para a cura gay

Uma convicção que se tem nessas clínicas é que o contato sexual com pessoas de outro sexo, seja determinante para a cura gay. Desta forma, pacientes são forçados a mante relação com o sexo oposto, tudo em nome da cura. Os absurdos não param. Mulheres lésbicas tem que andar de salto alto e usar muita maquiagem para reforçar sua feminilidade.

O ensaio que denuncia a crueldade contra os homossexuais pode ser visto no Instagram de Paola Paredes.

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Hugo R Reis

Redator de sites como a Blasting News, F7News, Oimliega, 1News e no Superinteressantes. Contato: hugo@oimeliga.com.br

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